sábado, 3 de maio de 2014

Noticiário de momento



A escalada da violência na Ucrânia que aumenta o clima de guerra no país está estampada nas primeiras páginas dos jornais franceses deste sábado (3). O Brasil também está em destaque hoje. O suplemento cultural do Le Figaro do final de semana é inteirinho dedicado a São Paulo, à moda, atrações turísticas, literatura e arte da capital econômica brasileira.
Capa do suplemento Le Figaro et vous deste sábado (3).

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http://www.portugues.rfi.fr/geral/20140503-le-figaro-propoe-um-passeio-pela-vanguardista-sao-paulo




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Neste dia mundial da Liberdade de imprensa, o ano de 2013, foi o ano mais negro da última década, sabendo que apenas uma em sete pessoas, tem acesso a uma imprensa, livre neste nosso planeta.
Jean-François Julliard, Secretário-Geral dos Repórteres Sem Fronteiras nos estúdios da RFI.

©S.Bonijol/RFI
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http://www.portugues.rfi.fr/africa/20140503-liberdade-de-imprensa-censurada-em-angola-e-utopia-em-bissau

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Está a decorrer na cidade da Praia a II Feira Internacional de Agronegócios de Cabo Verde, sob o lema "Promovendo a Investigação e a Inovação na Agricultura Familiar". O evento de três dias conta com 107 expositores de 13 países.
A feira terá também a venda de produtos tradicionais

Reuters
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http://www.portugues.rfi.fr/africa/20140503-ii-feira-internacional-de-agronegocio-em-cabo-verde

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Apurar a responsabilidade pelas 40 mortes



A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, pediu neste sábado (3) uma investigação independente para apurar a responsabilidade pelas 40 mortes nesta sexta-feira em Odessa, cidade portuária no sul da Ucrânia. As autoridades ucranianas acusam a Rússia de estar por trás da onda de violência dos movimentos separatistas. As acusações são negadas pelo Kremlin.
Mulher chora em frente a prédio em Odessa que pegou fogo matando cerca de 40 pessoas.

REUTERS/Yevgeny Volokin
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Critérios para a venda e o consumo de maconha



O Uruguai regulamentou nesta sexta-feira (2) à noite os critérios para a venda e o consumo de maconha no país. A lei, que foi votada em dezembro, vai ser publicada no Diário Oficial na próxima terça-feira.  
Um pé de cannabis em um apartamento em Motevidéu no Uruguai.

REUTERS/Andres Stapff
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25 novos casos da Síndrome Respiratória

As autoridades sauditas confirmaram 25 novos casos da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) entre ontem e este sábado (3). Até momento, 111 pessoas já morream com a doença no país.
Imagem do coronavírus causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) .
REUTERS/National Institute for Allergy and Infectious Disease
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Notícia Internacional - Afeganistão


Um grave deslizamento de terra no nordeste do Afeganistão pode ter deixado 2 mil mortos. Mas, neste sábado, (3) as autoridades da província de Badakhshan, que faz fronteira com o Tadjiquistão, confirmam 300 vítimas fatais.
Moradores de aldeia situada no distrito de Argo na pronvícia de Badakhshan após deslizamento de terra.
REUTERS/Stringer
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10,17,24e31/5 - das9às13h_na UNIFESP-Sto Amaro_Fwd: Divulgação: Curso Riscos Ambientais


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Do Blog da Cidinha

E se Claudia, não fosse mãe e nem trabalhadora?




by Alyne Mayra / Blogueiras Negras
“A polícia, matou um estudante, falou que era bandido, chamou de traficante. A justiça prendeu o pé - rapado, soltou o deputado e absolveu os PMs de vigário! ... A polícia só existe pra manter você na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco: ou aceita a ser um saco de pancada ou vai pro saco”. Gabriel O Pensador

Só agora, depois de um mês e alguns dias, que Claudia foi assassinada consigo escrever algo sobre esse crime. Durante esse um mês, fomos “bombardeadss” de notícias. Li todo tipo de texto, alguns sensacionalistas, religiosos, inconformados, raivosos, etc. O que mais me instigou a escrever esse texto foram esses rótulos heteronormativos e religiosos, em torno das notícias. “Morre Claudia, mãe de 4 filhos e trabalhadora”. Contorci-me ao ler esse rótulo. Ok. Ela era mãe, ela era trabalhadora, mas antes de tudo, ela era uma MULHER NEGRA. Não me senti em nenhum momento (nos textos que traziam consigo esse rótulo) representada. Várias perguntas me vieram imediatamente na cabeça.
E se ela não fosse mãe e nem trabalhadora? E se ela fosse lésbica, moradora de rua, dependente química, estudante, trans*, professora, dançarina, prostituta ou qualquer outra mulher negra, marginalizada e excluída, desse sistema racista, fascista e nada laico? Senti-me (e ainda me sinto) incomodada com isso. Sou estudante de uma rede pública, curso Arqueologia, que há muito tempo, é um curso que sofre discriminação, nos taxam de bêbadas, maconheiras, loucas, vadias, fedorentas. Dentro da profissão sofremos por sermos mulheres, imagina ser mulher negra. Sou uma mulher negra, viciada em cigarro, com um leve alcoolismo, tendo que lutar todos os dias, para ter voz dentro de uma ciência machista. Lendo essas notícias, me senti “merecedora” de ser arrastada na rua pela PM. Essa notícia, me fez pensar que, qualquer mulher negra, que não se encaixe nesse padrão hétero e religioso, seria passível a esse tipo de atrocidade.
Temos que dar voz para Claudia sim, mas uma voz que faça uma luta de todas as mulheres, de uma forma que todas se sintam representadas. Todas nós, fomos atingidas, fomos arrastadas, mesmo não sendo mães. Nossas lutas não podem calar ou não representar todas as outras mulheres negras, que não são mães, que não exerçam um trabalho remunerado. O cuidado que tenho para escrever esse texto é o mesmo cuidado que nós, militantes negras, devemos ter para representarmos a todas!
Todos os dias sofremos com um sistema machista, sofremos com o patriarcado impregnado em nossas famílias, trabalho, universidades, escolas e por onde quer que andemos. Lutaremos por Claudia, Alyne, Vera, Fernanda, Carolina, Maria, Antônia, lutaremos por prostitutas, vadias, arqueólogas, enfermeiras, faxineiras, desempregadas, estudantes, viciadas, lutaremos por todas as mulheres, lutaremos por tantas negras que todos os dias levantam, respiram fundo e tomam mais um fôlego para continuar sobrevivendo, para continuar sonhando, lutando e para continuar gritando bem forte, NÃO NOS CALAREMOS!
Não queremos respeito pelos nossos rótulos, profissões, estado civil e etc. Só queremos respeito!

XII Caminhada de Lésbicas e Bissexuais em São Paulo

Posted: 02 May 2014 04:22 AM PDT